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A Eutanásia Empresarial – Parte 02

A Eutanásia Empresarial – Parte 02

07/01/2022

Eutanásia Empresarial descreve o encerramento das atividades de uma empresa por gestão ineficaz ou inexistente. Este artigo é uma continuação da parte 01 e apresenta mais fatores ligados a esta triste realidade, tão comum no Brasil.

 

O “timing” da decisão.

Timing significa tempo. Citamos a procrastinação como um fator complicador, pois faz com que a empresa não coloque em prática decisões pré-definidas.

Pior que procrastinar, no entanto, é não reconhecer o problema. Há uma frase no meio empresarial que diz que “quando se reconhece a existência de um problema, 50% já está resolvido; faltando agora solucionar os outros 50%”. O quanto antes identificarmos problemas, melhor.

 

O risco de todas as partes envolvidas.

Quanto maiores forem as empresas, mais partes envolvidas haverá: sócios, colaboradores, clientes e credores (fornecedores, bancos, governo), dentre outros.

Toda a estrutura demanda recursos financeiros e as decisões devem respeitar cada uma das partes. É fundamental, no entanto, que a empresa mantenha-se “viva” para que possa honrar seus compromissos. A solução é que um planejamento do Passivo Empresarial de curto e longo prazo seja colocado em prática e possíveis negociações definidas, visando dar fôlego à gestão.

 

O aumento da inadimplência

Uma empresa com sérios problemas de gestão corre alto o risco de se tornar inadimplente. Esse cenário pode vir a não ocorrer caso ocorram aportes de sócios; entretanto, é fundamental que que a “sangria seja estancada”.

O compromisso dos gestores deve ser trabalhar com transparência, buscando antecipar-se à inadimplência, acionando credores e redefinindo prazos com os menores custos financeiros possíveis.

 

A reestruturação como alternativa

Após todas as etapas (contratação de consultorias, realização de diagnósticos e redefinição de estratégias das mais diversas), caso nada não tenha surtido efeito, é fundamental colocar em prática uma reestruturação empresarial.

De forma geral, essa ação é árdua, mas necessária para reestabelecer a gestão. Sua realização resulta em cortes dos mais diversos, dentre eles:

  • Revisão e cancelamento de contratos
  • Corte de mão de obra (colaboradores) e substituições
  • Definições de políticas internas para redução de custos e despesas e aumento de receitas e margens

 

Quanto mais se vende, pior fica a situação empresarial.

Parece controverso, mas essa é a realidade de muitas empresas. que comercializam produtos e serviços (comodities) e necessitam de volumes muito superiores aos comercializados. Com isso, seus resultados (margens de contribuição) ficam inferiores ao custo fixo total, acarretando prejuízos contínuos que tendem a aumentar o custo financeiro e desafiar a equipe de gestão com pressão constante no comercial.

 

Uma empresa tem começo, meio e fim.

Essa é a realidade empresarial. Com algumas exceções de grupos empresariais que podem perdurar por décadas ou mesmo alguns séculos, de forma geral, empresas são criadas, parte delas crescem, algumas são incorporadas a outros grupos empresariais e a maioria acaba por encerrar suas atividades; algumas por falta de sucessores e outras por falta de gestão, acarretando danos ao mercado e aos sócios.

 

Os possíveis acordos minimizando perdas.

Quando um cenário de possível “quebra” da empresa é constatado ou consolidado, é fundamental que devedores e credores busquem equalizar um acordo ainda de forma administrativa, com o objetivo da continuidade ou mesmo do encerramento das atividades; para cada situação, uma estratégia.

Esse momento requer frieza das partes para minimizar perdas, visto que o risco de inadimplência total é grandioso. Tal situação, além de restrições financeiras, com certeza levará a processos judiciais, não sendo o melhor caminho para nenhuma das partes.

 

Cases e causos que vivenciamos no mercado!

Há empresas nas quais o encerramento das atividades sem qualquer dúvida é o melhor caminho, pois o equilíbrio financeiro é praticamente impossível de ser atingido.

Na angústia de ver seus negócios diluindo, muitos empresários colocam em prática ações que trarão consequências ainda mais danosas, entre elas:

  • Captação de empréstimos financeiros com taxas de juros altíssimas
  • Promoções de produtos que não fazem e nem farão parte de seus estoques; com isso, não serão entregues
  • Acordos financeiros com credores, visando ganhar tempo, sem a análise efetiva do custo e também sua capacidade de pagamento
  • Venda do patrimônio pessoal e também da empresa para compor Capital de Giro
  • Dentre outras ações.

 

Planejamento, acompanhamento e tomada de decisões farão a diferença!

Diante de dificuldades, o importante é não ficar parado e não confiar apenas nos próprios instintos para solucionar problemas. O empresário precisa encontrar um especialista com conhecimentos técnicos e experiência que supra suas deficiências e possa fazer um diagnóstico preciso da saúde do negócio e guiar o processo de cura. O quanto antes, melhor, para que a solução não seja a eutanásia.

 

Fonte: Contabeis.com.br

Adaptado por: PLUS Contábil