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A Inflação Mostra as Garras

A Inflação Mostra as Garras

17/12/2021

Em conversas com conhecidos, amigos e parentes, tem ficado cada vez mais comum a frase: “Parece que não consigo mais comprar o que comprava antes com o meu salário”. Isso não é apenas uma impressão, mas uma verdade. O país apresentou quase 11% de inflação nos 12 últimos meses. Alimentos subiram 11,71%; frangos e ovos, 28,92%; combustíveis, 31,52%; e habitação, 14,77%. Até os serviços de streaming subiram 16,5% no período entre novembro de 2020 e outubro de 2021.

O poder de compra da população, em um mercado de trabalho ainda bastante debilitado, já começa a cair sensivelmente e o comércio sofre. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma que as mercadorias subiram de preço. As quedas seguidas do indicador geral do comércio têm sido provocadas, em boa parte, pelo aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que continua acelerando. 

Se pegarmos como exemplo o mês de setembro de 2021, as reduções em comparação ao mesmo mês de 2020 são dramáticas em alguns setores: 22,6% em móveis e eletrodomésticos e 14,8% em equipamentos e material para escritório. Este movimento indica que as pessoas estão comprando mais itens básicos, sobrando menos para gastar com itens não essenciais.

Um efeito indireto da escalada da inflação é o aumento dos juros básicos pelo Banco Central (Bacen), que faz com que a população sinta o crédito mais caro na ponta do consumo; os saldos de crédito estão se estabilizando e as novas concessões diminuindo.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontou, na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que, considerando a capital paulista, o número de endividados bateu novo recorde em outubro: 2,84 milhões, representando 71,3% do total dos lares. É a 11ª elevação consecutiva. Para se ter uma ideia, em setembro, este número era de 69,2%.

Está se instaurando um efeito de bola de neve, com o aumento dos juros forçando a queda das compras no comércio (diretamente pelo encarecimento do crédito), aliada à diminuição da renda disponível para consumo pelo caro endividamento.

Resumindo, a sensação de otimismo gerada pela reabertura dos estabelecimentos e pelo aumento da vacinação está restrita apenas ao fim de 2021, em razão do décimo terceiro e da poupança acumulada. 2022 não se mostra muito promissor para o comércio, que terá de conviver com inflação mais alta, juros mais elevados, endividamento e maior concorrência com o setor de serviços, principalmente o turismo.

 

Fonte: Contabeis.com.br

Adaptado por: PLUS Contábil