Contratar ou reter jovens talentos está mais caro
29/10/2012
A CONCORRÊNCIA POR PROFISSIONAIS QUALIFICADOS ESTÁ INFLACIONANDO A FOLHA DE PAGAMENTO DAS EMPRESAS. Um recente estudo feito pela Page Personnel, consultoria que recruta profissionais de suporte à gestão e primeira gerência, mostra que as companhias estão gastando mais para contratar ou reter jovens talentos em determinadas posições.
Na cidade de São Paulo, o salário médio de um administrador de banco de dados júnior, por exemplo, saltou de R$ 2.500,00 no ano passado para R$ 4.700,00 neste ano, um aumento de 88%.
“Essa falta de mão de obra qualificada proporciona um enorme poder de barganha salarial aos profissionais que se enquadram no alto nível de exigência das empresas. É um fato novo no país, que trouxe consequências às relações trabalhistas no Brasil. Resta-nos saber agora quanto tempo isso pode durar”, comenta Gil Van Delft, diretor-geral da Page Personnel.
A participação mais estratégica do RH nos negócios das companhias impactou a remuneração dos profissionais que atuam nessa área. A procura por um perfil mais estratégico também ajudou a melhorar os salários daqueles que, por exemplo, atuam com remuneração e benefícios júnior, em São Paulo. Os ganhos desses talentos, que somavam R$ 4.500,00 em 2011, chegam a R$ 5.500,00 neste ano. No caso de um business partner júnior do interior de São Paulo, os salários saltaram de R$ 3.300,00, em 2011, para R$ 5.000,00, este ano.
Outras áreas e cargos também apresentaram variação salarial entre 2011 e 2012. Das 204 posições analisadas pela consultoria, 22 apresentaram alterações significativas. Destas, 17 conquistaram aumento no período citado e cinco tiveram seus rendimentos reduzidos.
Confira alguns exemplos:
Finanças: Analista contábil júnior, em São Paulo: de R$ 3.500,00 para R$ 4.500,00.
Bancos: Analista de produtos pleno, em São Paulo: de R$ 6.000,00 para R$ 7.200,00.
Vendas: Profissional sênior de vendas técnicas e coordenador de engenharia de vendas, em São Paulo: de R$ 6.500,00 para R$ 7.000,00.
Tecnologia da Informação: Administrador de banco de dados júnior, em São Paulo: de R$ 2.500,00 para R$ 4.700,00.
Seguros: Analista de crédito sênior: de R$ 5.500,00 para R$ 6.500,00.
Engenharia e Manufatura: Técnico de manutenção, no Rio de Janeiro: de R$ 5.800,00 para R$ 6.500,00.
Imóveis e Construção: Coordenador técnico de edificações, em São Paulo: de R$ 4.200,00 para R$ 7.500,00.
Suprimentos: Analista de comércio exterior pleno, em São Paulo: de R$ 3.600,00 para R$ 4.700,00.
Quem perdeu rendimentos
O setor de marketing se manteve estável, mas chegou a apresentar queda salarial, como no caso de um analista de marketing sênior, no interior de São Paulo, cujo salário médio caiu de R$ 5.000,00 para R$ 3.300,00 neste ano.
Outros exemplos de áreas e cargos que saíram perdendo entre 2011 e 2012:
Analista de custos e orçamentos, no Rio de Janeiro: de R$ 3.000,00 para R$ 2.500,00.
Analista sênior de facilities, no Rio de Janeiro: de R$ 6.300,00 para R$ 4.500,00.
Analista de planejamento e controle de produção pleno, no Rio de Janeiro: de R$ 4.900,00 para R$ 4.000,00.
Fonte: Revista Vocerh
